Efraim Filho critica articulação do Governo da Paraíba e prevê saída do Republicanos da base

 O senador Efraim Filho (União Brasil) fez críticas à articulação política do Governo da Paraíba em relação à composição da chapa majoritária para as eleições de 2026. Em entrevista,  o parlamentar avaliou que o Republicanos pode acabar deixando a base aliada para integrar o grupo de oposição.

Efraim destacou que há um impasse envolvendo cinco forças políticas para apenas quatro vagas na chapa majoritária, o que, segundo ele, revela a dificuldade do governo em acomodar seus aliados. “Estamos falando de uma vaga para João Azevêdo (PSB), uma para Cícero Lucena (PP), uma para o grupo Ribeiro, uma para Hugo Motta e outra para Adriano Galdino — os dois últimos do Republicanos. O governo não tem como oferecer duas vagas ao Republicanos. Essa conta não fecha”, argumentou.

Segundo o senador, a insatisfação de aliados pode abrir espaço para uma reconfiguração política na Paraíba, com a formação de um novo bloco oposicionista. “Desde dezembro venho antecipando essa dificuldade de composição. Acredito que essa situação vai resultar em uma nova ordem política. Podemos unir os insatisfeitos com os que já fazem oposição e construir um caminho vitorioso para 2026, com um projeto que comporte todos”, afirmou.

 

Efraim se descreveu como um “bom jogador de xadrez” político, afirmando que enxerga movimentos estratégicos com antecedência. Ele ainda sugeriu que o nome escolhido para liderar esse novo grupo será aquele que melhor representar esse consenso.

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Lula volta de giro internacional pressionado por crise do INSS e atritos internos

 De volta de viagens internacionais, o presidente Lula (PT) tem pela frente a administração da crise interna causada pelo escândalo dos descontos ilegais em aposentadorias e pensões no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), com a possível instalação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) no Congresso, tudo isso em meio a atritos internos entre ministros e dentro de sua instável base de apoio.

 
Os novos focos de desgaste acontecem num momento em que o governo trabalhava para reverter a queda de popularidade da gestão. Os dois episódios foram amplamente usados pela oposição para atacar o Executivo e, segundo pesquisas internas, neutralizaram o esforço de recuperação da avaliação do presidente.
 
A viagem à China ficou marcada pelo vazamento de uma conversa que o petista e a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, tiveram com o líder chinês, Xi Jinping, sobre a rede social TikTok.
 
Embora Lula tenha negado desconforto com as autoridades de Pequim, o episódio expôs o governo, com acusações sobre quem foi o responsável pela divulgação à imprensa, e irritou o presidente da República, que publicamente criticou o ocorrido.
 
Como a coluna Mônica Bergamo informou, o petista fez questão de deixar claro aos ministros que viajaram que estava contrariado e inconformado com o vazamento da conversa.
 
De acordo com dois integrantes da comitiva, Lula, inclusive, proibiu que qualquer autoridade que viajava com ele de volta ao Brasil descesse do avião em parada na Rússia -o que foi interpretado como uma tentativa do presidente de impedir novos vazamentos, explicitando o clima de desconfiança entre os integrantes do governo.
 
Além disso, segundo relatos, o ministro Rui Costa (Casa Civil), apontado como principal suspeito de vazar a conversa, queixou-se a interlocutores durante o voo. De acordo com dois integrantes da comitiva, afirmou que não precisa se preocupar somente com seus adversários políticos, mas também com os próprios aliados.
 
Na véspera do retorno ao Brasil, aliados do presidente da República diziam esperar de Lula uma postura ativa para conter os atritos entre integrantes de seu governo e evitar que esses conflitos gerassem novos desgastes à imagem de sua gestão.
 
Além do clima de disputas internas relacionadas ao episódio do vazamento, recentemente Rui Costa expôs publicamente divergências com o ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Vinicius de Carvalho, sobre o escândalo do INSS.
 
Sob pressão no Palácio do Planalto, o chefe da CGU defendeu seus procedimentos, listando reuniões ocorridas ao longo do processo, mas não rebateu diretamente as críticas do colega da Casa Civil.
 
“Vivemos um momento em que algumas informações são tratadas de forma inadequada para gerar desinformação. É prejudicial”, disse. “O presidente Lula nos orienta a não tergiversar em relação ao combate às fraudes. 
 
 
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Bolsonaro diz que ‘vai morrer na cadeia’ se for condenado por tentativa de golpe

 O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta sexta-feira, 16, que vai “morrer na cadeia” se for condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.

“Eu, com 40 anos de cadeia no lombo, não tenho recurso para lugar nenhum, eu vou morrer na cadeia. Qual crime? Crime impossível, golpe da Disney. Junto com o Pateta, com a Minnie e com o Pato Donald, que eu estava lá em Orlando, programou esse golpe aí”, afirmou em entrevista ao canal no YouTube AuriVerde Brasil.

O ex-presidente fez referência ao fato de estar em Orlando, sede de parques da Disney, nos Estados Unidos, no dia 8 de janeiro de 2023, quando os prédios públicos foram depredados em Brasília.

Durante o julgamento que o tornou réu em 26 de março, os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino destacaram que a presença física na capital federal na ocasião não seria obrigatória para a responsabilização no caso.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e outras sete pessoas acusadas de formar o “núcleo crucial” do plano de golpe. A votação foi unânime.

Os réus são acusados de cinco crimes: organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União. As penas em caso de condenação podem chegar a 43 anos de prisão.

“Está previsto 40 anos de cadeia. Me prendam. Estou com 70 já, quase morri em uma cirurgia. Vou morrer, não vai demorar”, disse Bolsonaro.

O ex-presidente também voltou a alegar que é alvo de perseguição por parte do que chama de “sistema”, que, segundo ele, busca impedir sua candidatura em 2026.

Na entrevista, Bolsonaro mencionou ainda a condenação pelo STF da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), classificando a decisão como “sem cabimento”.

Segundo ele, os casos de Zambelli e do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), também réu pela trama golpista, são ativismo judicial. “Eu não sei até quando vou resistir”, afirmou.

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Cícero Lucena rebate tese de candidatura natural e defende escolha com base na vontade popular

 O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), reagiu nesta sexta-feira (9) à ideia de que o vice-governador  Lucas Ribeiro (PP) seria o sucessor “natural” do governador João Azevêdo (PSB), caso este se afaste do cargo para disputar as eleições de 2026.

Durante entrevista, Lucena foi direto: “Não são as questões naturais que elegem, quem elege é o povo, é a vontade do eleitor”.

A declaração foi uma resposta indireta ao deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), que recentemente defendeu a candidatura de Lucas como uma continuidade automática, caso o vice assuma o governo.

Para Cícero, a escolha do candidato da base aliada deve ser feita com responsabilidade e “bom senso”, privilegiando quem tiver reais condições de vitória. “Lucas é um jovem preparado, com experiência e qualidades pessoais, mas estamos falando de política, e quem decide é o povo”, afirmou.

O prefeito ainda destacou que não está preocupado com nomes, mas sim com quem representa os anseios da população. “Pode ser Lucas, pode ser eu, Hugo, Adriano Galdino ou qualquer outro. O importante é saber o que o povo quer”, completou.

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ELEIÇÕES 2026 - Se João Azevêdo não quisesse Cícero Lucena no jogo, não daria palco no interior

 A presença do prefeito Cícero Lucena (PP) fora de João Pessoa, acompanhando o governador João Azevêdo (PSB) em agenda pelo Sertão desde a quinta-feira (8), não é um movimento qualquer — e não aconteceria sem aval direto do chefe do Executivo estadual.

Cícero dividiu espaço com Lucas Ribeiro, vice-governador e seu concorrente interno na disputa pela cabeça de chapa governista para 2026, e com o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos).

Em meio aos pré-candidatos, o prefeito da capital posou, discursou e reforçou presença. Tudo isso fora do seu território político, o que, em tempos de disputa, diz muito.

Se João Azevêdo não tivesse interesse em manter Cícero no jogo, não lhe daria palco no interior — especialmente em meio a Lucas, que assumirá o governo caso João dispute o Senado. Evitar constrangimentos públicos é parte da liturgia do poder, e se Cícero está ali, é porque alguém quer que ele esteja.

A cena evidencia o que já se tornou o traço dominante da prévia governista: um jogo embaralhado, sem sinal claro de quem tem a preferência do governador.

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