O caso Neymar e a explosiva combinação entre dinheiro, futebol e mulheres

 Depois que tivemos acesso à acusação e às conversas íntimas, estamos todos atentos ao desfecho do caso Neymar. Estupro é crime hediondo e dá cadeia. Falsa acusação de estupro além de ser grave, enfraquece toda uma luta para que as mulheres denunciem seus agressores. E por último, divulgação de conversa e fotos íntimas sem consentimento já é tipificado como crime no Brasil. Mas eu queria dar alguns passos atrás e aproveitar essa história para falar da explosiva combinação entre futebol, dinheiro (muito dinheiro) e mulheres.

Nitidamente a história de Neymar passa por essa combinação que muitas vezes já foi desastrosa. E até mortífera. Não esqueçamos que o goleiro Bruno foi condenado pelo assassinato de Eliza Samudio em circunstâncias que traziam essa tríade envolvendo boleiros, grana e mulheres. Cristiano Ronaldo também foi acusado de estupro recentemente. Mas existem outros casos bem menos graves, que trazem à tona as mesmas questões. Como o da modelo que entrevistei há alguns anos, que recebeu dezenas de presentes caros de um jogador interessado nela, e também o das chamadas Maria chuteiras, que orbitam o universo dos jogadores interessadas na mesma rápida ascensão que os fez ricos.

Cada história à sua maneira nos leva a um mesmo ponto: a posição de submissão da mulher diante desses (enricados, famosos e de origem humilde) rapazes. Podemos até dizer que elas são interesseiras, mas na verdade, elas são corpos e mentes a serviço desses rapazes. Alguns podem ladrar: “mas elas fazem isso porque querem”. Sim, lógico. E é por isso que digo que a combinação é explosiva, sem intenção de distribuir a culpa. Mas independentemente da ordem dos fatores, o que vemos são mulheres se subjugando a homens ricos e famosos.

Moças e moços ambiciosos, livres e cada um com um interesse diferente vivendo relações pautadas por coisas bem distantes de amor e tesão. Quando vemos Neymar pagar passagem e hospedagem para a moça (e ainda perguntar se ela não quer trazer uma amiga para não ficar muito sozinha) estamos diante de uma gigantesca demonstração de poder. E mesmo evocando nosso lado mais ingênuo e acreditando que foi a primeira ou a única vez que o jogador fez isso: estamos diante de um homem que manda vir da terra natal (além-mar) mulheres para satisfazerem seu prazer. Podemos nos perguntar, mas será que na França não há moças que dancem funk e combinem com ele? Claro que há, inclusive brasileiras. Mas o poder está justamente em “mandar vir”. Em ser o mestre dessa cena, o chefe, o pagante.

Esse é o poder do dinheiro, mas não só dele. É o poder da fama também. Todos nós temos a sensação de que conhecemos Neymar muito bem. Quem aqui não entraria num carro com ele? Afinal, conhecemos sua família, sua história, seus podres e claro, seu potencial midiático. Se quem estivesse na ponta da linha fosse (apenas) um milionário desconhecido, muitas das moças não embarcariam na conversa. Leia-se, muitas moças não topariam se submeter às vontades, datas e desejos deles.

E a podridão está aí. Nesta cultura criada em torno dos (bem-sucedidos) jogadores de futebol brasileiros que os coloca em posição de rei, no sentido mais escroto da palavra. Entorpecidos pelo poder e pela grana eles acabam sentando no trono e agindo de forma autoritária, principalmente em relação às mulheres.

Uma dinâmica que já começa tóxica e não precisa muito para acabar em embricadas brigas na justiça, estupro, morte ou acusações mentirosas.

É por isso que eu digo que independentemente do desfecho dessa história, ele será triste. Será mais uma vez o escancaramento dessa dinâmica com ética e princípios frágeis que demonstra a total falta de preparo emocional para lidar com a ascensão meteórica. Porque dinheiro não traz dignidade, ao contrário, nos leva para uma linha tênue onde o mundo parece estar aos nossos pés.

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Da Redação com Roberto Noticia  e Lia Bock

DIA DA IMPRENSA - Uma Imprensa livre fortalece a sociedade e o estado democrático de direito

  A imprensa é fundamental na sociedade industrial e da informação. Por isso, preservar a liberdade de expressão e de imprensa é um dever de todas as democracias. O Dia da Imprensa é comemorado no dia 1º de junho.

Quando mencionamos "imprensa" estamos incluindo os jornais e revistas, rádio e televisão. Este meios devem pautar seu trabalho pela ética e pela isenção sem favorecer nenhum lado numa reportagem.

Origem do Dia da Imprensa

No Brasil, o Dia da Imprensa se comemorava, até 1999, no dia 10 de setembro, por ser a data da primeira circulação do jornal Gazeta do Rio de Janeiro, em 1808, periódico da Corte.

Em 1999, a comemoração do Dia da Imprensa mudou de data e passou a ser celebrado no dia 1º de junho porque foi a data em que começou a circular o jornal Correio Braziliense, fundado por Hipólito José da Costa.

Este periódico iniciou suas publicações em 1808, mas era um jornal clandestino e começou a circular cerca de três meses antes.

Assim, em 1999 foi oficialmente reconhecido esse fato, e uma lei definiu a mudança do Dia da Imprensa para 1º de junho.

Descrição: Dia da Imprensa

Quarto Poder

O poder de influência da imprensa é tão grande que muitos lhe chamam de "Quarto Poder" em alusão aos três poderes políticos: Judiciário, Legislativo e Executivo.

Por isso, nas ditaduras, a primeira medida que o governo toma é controlar a imprensa através da censura ou do fechamento dos meios de comunicação.

Por outra parte, nas democracias, vive-se muitas vezes a auto-censura, e as vezes um jornal não publica determinada matéria porque pode prejudicar um grupo econômico ou político que pode se voltar contra o periódico.

Frases sobre o Dia da Imprensa

  • A forma mais fácil de dominar uma nação é a desinformação, ou informação manipulada, por isso quanto mais controle o governo tiver sobre a mídia, mais fácil atingir seus objetivos. Tamy Henrique Reis Gomes
  • Não se pode falar em "liberdade de expressão" de uma imprensa que divulga apenas fatos transitado e julgado, isso não é imprensa, é mural de informações. Janicelio
  • Eficiência do poder público, transparência e liberdade de imprensa - especialmente de imprensa - são remédios para a construção de sociedades prósperas e de elevados padrões éticos. Miral Pereira dos Santos

Parabéns a todos os profissionais que não medem esforços para levar à população o assunto do momento, a informação correta, a palavra certa e o interesse comum!

 

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Roberto Notícia

 

Jornalista

Vereador Professor Gabriel participa de encontro da Famup em Campina Grande para unificação das eleições

 O vereador Professor Gabriel esteve hoje em Campina Grande em companhia dos vereadores de João Pessoa a convite do presidente da Famup para acompanhar a discussão sobre a unificação das eleições, realizada pela Famup. “O assunto precisa ser bem discutido, para que todos possam compreende”, disse o vereador Professor Gabriel.

Durante o encontro, os prefeitos, vices e vereadores participaram de palestras sobre a unificação das eleições, destacando a economia e mostrando exemplos onde existem eleições unificadas. Também foi realizada uma Mesa Redonda sobre a PEC 56/2019.

De acordo com o vereador Professor Gabriel, a unificação dos mandatos político-partidários vai ao encontro do interesse público e apresenta, gerando economia de recursos públicos, na medida em que serão eliminados os gastos relativos aos processos eleitorais municipais realizados de forma isolada.

A proposta do deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB/SC) destaca ainda que, para a unificação dos mandatos de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores com os mandatos de governadores, vice-governadores, deputados federais e deputados estaduais, é desnecessária a alteração do texto permanente da Constituição, bastando o acréscimo do dispositivo proposto no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT).

O vereador Professor Gabriel afirmou que  defende sempre o que for melhor para o país. “Sabemos que haverá uma economia muito grande com a unificação das eleições, e quem sai ganhando é a população do Brasil”, disse o vereador Professor Gabriel.

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Da Redação com Roberto Noticia  

 

Girassóis estão com ciúmes de Heron Cid, o suposto ‘conselheiro’ de João Azevedo

 Artigo publicado no blog de Flávio Lúcio, porta-voz extraoficial de Ricardo Coutinho, revela um certo ciúmes dos girassóis com o jornalista Heron Cid, o suposto ‘conselheiro’ de João Azevedo.

Ricardo Coutinho estaria enciumado e não quer João Azevedo dando ouvidos para Heron Cid. O Poste teria que garantir exclusividade aos ‘conselhos’ do Mago?

Ou RC tem receio que Heron vire secretário de Comunicação?

Ciúme de macho é complicado…

Confira o artigo:

Heron Cid, o novo porta-voz e conselheiro de João Azevedo?

No curtíssimo período de um, no máximo dois meses, alguns conhecidos jornalistas paraibanos mudaram da água pro vinho quando passaram a comentar sobre João Azevedo, não por acaso, depois que ele passou a sentar na cadeira de governador da Paraíba.

Muitos desses jornalistas foram cassistas, isso enquanto Cássio foi governador, e enquanto manteve expectativas de voltar ao Palácio da Redenção.

Uma dúvida importante agora é se – e até quando – eles permanecerão cartaxistas, apesar de não ser uma incongruência absoluta permanecerem com os pés nas duas canoas, como é hoje o caso.

A permanecer essa situação teremos um parâmetro para sabermos o alcance das “mudanças” na política paraibana pós-2019.

Como  não é recomendável tratar de questões dessa natureza sem apontar nomes eu passo a fazê-lo. Um desses jornalistas é Heron Cid, radialista e apresentador de TV do Sistema Arapuã e proprietário do site MaisPB.

Heron assumiu recentemente a condição de porta-voz informal de João Azevedo na imprensa, não se sabe se com a concordância do governador. Luiz Torres deveria se preocupar com esse movimento de Heron?

Heron Cid foi escolhido por João Azevedo, por exemplo, para conceder aquela rumorosa entrevista em que as diferenças do atual governador com Ricardo Coutinho foram acentuadas, e o próprio Heron cuidou de ecoar logo em seguida no seu blog.

Depois disso, o jornalista passou a receber informações de reuniões fechadas da direção do PSB estadual, e a fazer análises sempre focadas no desenrolar de um presumível conflito entre João Azevedo e Ricardo Coutinho – aliás, essa não é mais uma pauta, é uma obsessão desse setor da imprensa paraibana.

Ontem, ao tratar de uma reunião previamente marcada do PSB com João Azevedo – um fato que deveria ser tratado como corriqueiro já que, até onde eu tenha conhecimento, o governador ainda é filiado à legenda, – o jornalista registrou em seu blog mais uma conjectura, cujo titulo resume bem a intenção do texto: “João é água, o PSB é fogo”.

Ou seja, a reunião que ainda iria acontecer seria entre um grupo de incendiários e um bombeiro, bem ao estilo centrista que, agora, bolsonaristas envergonhados procuram adotar.

E ele continua: “Pelo desenho dos bastidores, o encontro promete. A comitiva socialista, designada para ‘dialogar’ com João, vai armada até os dentes.”

Notem que “dialogar” é grafado entre aspas e p armados até os dentes, não. Heron é um jornalista bem independente, como você pode notar.

Ainda segundo ele, o “propósito real” da reunião é “enquadrar” o governador. É isso significaria, caso João Azevedo aceite a condição que o jornalista sugere, se “auto-anular enquanto governante”.

Depois, vem o que não pode faltar: “Foi nesse João – comedido, discreto e ponderado – que o Jardim Girassol apostou e a maioria dos paraibanos votou. E dificilmente será agora, depois dos 60 anos, que ele tomará por empréstimo outra personalidade.”

João Azevedo deve ter ido às lágrimas ao ler essas palavras que parecem ter vindo de um amigo de infância e que buscam descrever com exatidão a personalidade do governador.

Não sabia que Heron Cid tinha essa intimidade toda com João Azevedo a ponto de descrever traços que só os muito próximos seriam capazes. Em certas ocasiões, deve provocar engulhos ser governador.

Termos semelhantes, eu lembro bem, Heron utilizou em seguidos textos no ano passado para estimular Lígia Feliciano a permanecer no cargo, o que teria praticamente inviabilizado a candidatura e a vitória de João Azevedo caso Ricardo Coutinho não tivesse optado por ficar no cargo de governador e, com isso, trocar uma eleição certa para o Senado para eleger João Azevedo.

Ou seja, toda peroraçao de Heron Cid tem uma utilidade, serve a um desfecho planejado: fazer crescer o ego de João Azevedo, estimulando-o a abandonar seus companheiros de jornada em troca da “companhia de outros braços”, de braços frios, desconhecidos, que até bem pouco tempo atrás não estavam abertos, mas fechados para o então candidato.

Eis o desfecho:

“Antes de olhar no olho do governador, hoje, o PSB deve pensar antes numa coisa: é um erro tentar tratar João como Luciano Agra. Um herdou, por gravidade, a Prefeitura de João Pessoa. O outro foi aos debates e as urnas e, representando o modelo de gestão de Ricardo Coutinho, conquistou confiança e votos. Essa é uma grande diferença.”

O caminho de João Azevedo parece estar traçado pelo novo porta-voz do governo. Basta que ele ofereça seu ouvidos e sua disposição política. Isso mostraria que João Azevedo não teria independência, autonomia?

Em todo caso, substituir Ricardo Coutinho por Heron Cid como “conselheiro” produziria uma queda e tanto na qualidade do que João Azevedo iria ouvir.

Mas, há sempre quem goste de fazer essas apostas.

Vamos ver. 

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Da Redação com Roberto Noticia  e Lúcio Flávio

 

Temer ficará preso em São Paulo, decide o TRF-2 após pedido da defesa

 O ex-presidente Michel Temer (MDB), que se entregou à Polícia Federal na tarde desta quinta-feira (9/5), está autorizado a cumprir prisão em São Paulo. O emedebista foi detido após a 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) revogar o habeas corpus que o tirou do cárcere em 25 de março. Temer ficará preso de forma preventiva, conforme decretou a 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro.

O pedido para que Temer permanecesse preso na capital paulista partiu da defesa dele, que prefere mantê-lo próximo à família. Quando foi detido há dois meses, o ex-presidente teve de ser transferido à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Agora, por enquanto, o emedebista será mantido na superitendência da corporação em São Paulo. Caso o prédio não tenha condições de oferecer uma sala de estado maior ao ex-presidente, a Justiça terá de definir outro endereço para Temer ficar encarcerado.

Além de ter concordado com a manutenção de Temer em São Paulo, o desembargador Abel Fernandes, do TRF-2, determinou que o coronel João Baptista Lima cumpra o novo mandado de prisão na cidade. Ele também havia sido preso em março e teve o habeas corpus revogado na quarta-feira (8/5). Por pedido da defesa, coronel Lima será levado a uma Unidade Prisional da Polícia Militar em São Paulo.

Temer e coronel Lima são acusados de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O coronel é apontado como o operador do esquema. O ex-presidente enfrenta ainda outros processos. Em 2 de abril, ele foi denunciado pelo crime de lavagem de dinheiro. De acordo com a força-tarefa da Lava-Jato em São Paulo, Temer e a filha Maristela teriam propiciado o desvio de R$ 1,6 milhão das obras da usina nuclear de Angra 3 para realizar melhorias na casa dela, no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

Os outros cinco investigados na operação, que também haviam sido presos em março, continuam livres: a arquiteta Maria Rita Fratezi; Carlos Alberto Costa, sócio do coronel Lima na construtora Argeplan; Carlos Alberto Costa Filho, diretor da Argeplan, e seu pai, Carlos Alberto Costa; Vanderlei de Natale, sócio da Construbase; e Carlos Alberto Montenegro Gallo, administrador da empresa CG Impex.

A defesa de Temer tenta revogar a nova prisão e recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para conseguir um habeas corpus. No pedido, o advogado Eduardo Carnelós alegou que "o paciente nunca integrou organização criminosa nem praticou outras modalidades de crime, muito menos constitui ameaça à ordem pública". Além disso, Carnelós sustentou que "sua liberdade não coloca em risco a instrução criminal, nem a aplicação da lei penal. Teve sua prisão preventiva decretada, sem que se indicasse nenhum elemento concreto a justificá-la". O relator do caso será o ministro Antonio Saldanha, da 6ª Turma do STJ. 

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Da Redação com Roberto Noticia  

Só existe uma explicação para Roberto Santiago não estar no presídio, como manda a lei: porque é rico...

 Gente, vamos parar com o cinismo e combinar o que é óbvio gritante: o ilustríssimo Roberto Santiago não foi mandado para um presídio, como determina a lei, mas para uma cela especial num batalhão da PM, pelo simples fato de ser quem é: um megaempresário do ramo de Shopping Center e, portanto, um homem muito rico, e neste pais do faz-de-conta, rico pode tudo. O resto, é lero-lero...

 

A lei é clara: se o sujeito não tem curso superior, não tem essa de cela e tratamento especiais. Portanto, o lugar deste é no presídio e não onde se encontra trancafiado, numa cela especial Batalhão da Polícia Militar.

Do lado dos que morrem de pena de Roberto Santiago, independentemente dos crimes de que ele é acusado, a alegação beira a raia do cinismo. Argumentam: sendo Santiago, uma figura conhecida, um homem muito rico e que (pasmem!) “desperta até inveja por ser bem sucedido” - como alegou um comunicador em comentário na imprensa local - estaria correndo risco de morte se posto num presídio ao lado de outros marginais. Ora, mas e a lei, deixa de ser cumprida? A regra não estabelece exceções.

A débil alegação de risco de morte cai por terra quando se toma como exemplo (aliás muito recente) a prisão do jornalista Fabiano Gomes, diga-se de passagem, envolvido nas mesmas investigações que Roberto Santiago com quem, tudo indica, teria formado parceria na mesma lambança.

Quem, de fato, corria mais risco de morte se levado para um presídio: Fabiano Gomes que diariamente bradava nos microfones e nas telinhas de TV que “bandido bom é bandido morto”; que detonava os Direitos Humanos acusando-o de só defender bandidos, ou Roberto Santiago, de quem nunca se ouviu uma só palavra contra ou a favor de bandido? Santiago é o tipo que vive dedicado ao seu trabalho e aos seus empreendimentos, embora para enriquecer ainda mais muito provavelmente cometeu crimes pelos quais está preso. Que razões os eventuais companheiros de presídio teriam para sequer ameaçar Santiago? Fabiano, apesar de todo o risco que verdadeiramente corria, foi mandado para o PB-1, mesmo tendo dito o que disse contra os bandidos, além de ser infinitamente mais conhecido na Paraíba do que Roberto Santiago.

Fabiano, como todos sabem, foi mandado para o PB-1. Ali viveu uma das mais arriscadas rebeliões, que foi quase uma tomada do presídio, embora sem ter qualquer participação. Mas poderia ter sido fuzilado a título de vingança pelos seus reiterados comentários contra a bandidagem. Saiu ileso e, pelo eu ele mesmo disse, não sofreu em ameaças de bandido nenhum.

Outro caso emblemático: a prisão do Playboy Rodolfo Carlos, que atropelou e matou um agente de trânsito, em João Pessoa. Quase fica na impunidade também pelo fato de ser neto do magnata do café, José Carlos de Silva Júnior. Mas com a pressão através da cobrança permanente da sociedade e de alguns veículos de comunicação, terminou indo para o Presídio do Roger e foi mostrado em rede de TV perfilando entre bandidos a caminho da cela, algemado, cabisbaixo e humilhado. Ficou no presídio, embora por pouco tempo, mas não se soube que os bandidos tenham sequer reclamado da sua honrosa presença.

E mais...

Os presídios estão abarrotados de gente pobre que para ali foi levada para ficar cara-a-cara com inimigos mortais. Estes, sim, correndo sério risco de morte ou de matar. Como se trata de gente sem status elevado, porém, parte da sociedade e dos que defendem os privilégios para Roberto Santiago, talvez desejem mesmo é que “estas almas sebosas se matem...”

É só não...

Se o sujeito não quer “desfrutar” dos dissabores de uma cadeia, de correr os eventuais e possíveis riscos, faça por onde não os merecer. Não tem outra regra. Não é admissível e é até imoral contrariar-se as leis por excesso de zelo com fulano, beltrano ou cicrano, dependendo do seu status social ou do volume de sua conta bancária.

A propósito me digam: quem mais, afora Roberto Santiago, encontra-se em preso em cela especial de batalhões de polícia, sem que tenha diploma de curso superior? Por que qualquer um outro que não tenha tanto dinheiro e status como Roberto Santiago envolvido nas mesmas circunstancias desceriam imediatamente para o presídio ele não?

Parêntese

Detalhe importante: é bom lembrar que no Brasil, dito país da impunidade, um homem com o status e a riqueza de Roberto Santiago não iria preso, jamais, sem que, no mínimo, recaísse sobre ele acusações das mais graves possíveis e indícios de culpa fortes demais...

Contextualizando

Roberto Santiago está preso em cela especial num Batalhão da PM, em João Pessoa. Ele foi preso na Operação Xeque-Mate acusado de participar de uma organização criminosa que praticou corrupção e fraudes licitatórias, no município de Cabedelo, onde inclusive teria comprado o mandato de um prefeito.


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Da Redação com Roberto Noticia  e Wellington Farias

Globo demite 40 jornalistas e apresentadora Desabafa: Bolsonaro é o "caralho”

 Pelo menos 40 jornalistas foram demitidos pela Rede Bahia, afiliada da Globo, na segunda-feira (06/05/2019). A notícia pegou os profissionais de surpresa, e por conta disso, a apresentadora Priscila Guedes, âncora do BATV no vale do São Francisco e uma das prejudicadas, usou as redes sociais para expressar opiniões políticas e reclamar do episódio.

Posicionando-se pela primeira vez, Priscila publicou uma foto do ex-presidente Lula e disparou contra o atual representante do país. “Bolsonaro é o caralho. Lula livre, porra!”, escreveu. A jornalista esteve na TV São Francisco por quase cinco anos e resume sua passagem pela emissora da seguinte forma: “Foi uma escola”.

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Da Redação com Roberto Noticia  

Leto Viana, ex-prefeito de Cabedelo, confessa à PF esquema para compra de mandato

 O ex-prefeito de Cabedelo, Leto Viana, confessou à Polícia Federal o esquema que resultou na compra do seu mandato junto ao ex-prefeito Luceninha e detalhou como funcionou a organização. A confissão foi feita na Superintendência da PF em Cabedelo, na Grande João Pessoa, no dia 9 de abril deste ano, mas o documento só veio a público nesta segunda-feira (29). A Polícia Federal indiciou Leto e outros 17 investigados na Operação Xeque-Mate.

VEJA DEPOIMENTO DE LETO VIANA

Nos depoimentos prestados à Polícia Federal, Leto Viana detalhou sobre a operação para a compra do mandato de Luceninha. Contou como se deu a participação do empresário Roberto Santiago, atualmente preso. Tratou da articulação feita pelo radialista Fabiano Gomes, durante a articulação, e citou propina paga ao atual prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo, que era vereador à época dos fatos.

O advogado de Leto Viana, Jovelino Delgado, informou à produção da TV Cabo Branco que só irá se posicionar por meio de nota, que deve ser emitida nesta terça-feira (30). O prefeito Vitor Hugo negou as declarações e disse que Leto Viana não possui provas. O radialista Fabiano Gomes afirmou que confia no trabalho da Justiça e que sua participação no esquema foi simples. A defesa do empresário Roberto Santiago criticou o “vazamento proposital de informações prestadas por um pseudo-delator mentiroso” e declarou confiança na Justiça.

Depoimento de Leto Viana –  Segundo depoimento do ex-prefeito, Roberto Santiago comprou o mandato de Luceninha por meio de cheques, pois estava descapitalizado após a construção do Mangabeira Shopping. Os canhotos apreendidos na primeira fase da Operação Xeque-Mate corresponde ao cheques emitidos pelo empresário como garantia para compra do mandato.

Leto Viana reafirmou que o único interesse de Santiago na compra do mandato era de impedir a construção do Shopping Pátio Intermares na cidade de Cabedelo. O ex-prefeito ainda implicou outros indiciados pela Polícia Federal. Leto confirmou que o radialista Fabiano Gomes, Olívio Oliveira e Lucas Santino, este último vereador de Cabedelo à época, aplicaram um golpe em Luceninha ao saberem da venda do mandato.

“Fabiano Gomes recebia R$ 30 mil mensais (posteriormente R$ 20 mil) por sua participação na compra do mandato e também para dar cobertura na imprensa contrária à construção do Shopping Pátio Intermares”, contou Leto Viana ao delegado da Polícia Federal, Fabiano Emídio de Lucena.

Olívio Oliveira, por sua vez, ganhava R$ 5 mil por mês também pela intermediação na compra do mandato de Luceninha. O pagamento a Fabiano Gomes e a Olívio Oliveira, de acordo com a confissão do ex-prefeito, era feito a partir de um outro esquema de corrupção decorrente da fraude na contratação de empresas para coleta de lixo.

O empresário Roberto Santiago passou a exigir uma contrapartida de R$ 100 mil por mês à Prefeitura de Cabedelo após a compra do mandato. O dinheiro era decorrente justamente das fraudes nas contratações das empresas que faziam a coleta de lixo na cidade portuária da Paraíba.

 

Esquema do lixo – A confissão de Leto Viana também confirmou o que já havia sido encontrado pela Polícia Federal e pelo Gaeco durante as investigações da Xeque-Mate. Roberto Santiago passou a articular esquemas de beneficiamento a partir da contratação de coleta de lixo, inclusive fazendo uma espécie de leilão para escolher a empresa que passaria a ser responsável pela coleta.

 

Desvio de salário de funcionários – O ex-prefeito de Cabedelo, preso na Xeque-Mate, ainda confirmou um esquema de desvio de salário de funcionários da prefeitura. Conforme o documento de confissão, alguns servidores que recebiam R$ 10 mil de salário bruto, cerca de R$ 7,7 mil líquido, ficavam com R$ 3 mil e devolviam a diferença para o prefeito. O documento cita nominalmente 14 servidores que estavam implicados no esquema de repasse de parte do salário.

 

Envolvimento do atual prefeito –  Leto Viana, em sua confissão, afirma que o atual prefeito de Cabedelo, Vítor Hugo (PRP), então vereador na época, recebia mensalmente R$ 3 mil diretamente de suas mãos. O dinheiro era proveniente justamente do esquema de desvio dos salários do servidores. Ainda de acordo com ex-prefeito, que segue preso, Vitor Hugo recebeu R$ 20 mil para aderir à sua base de apoio na Câmara de Vereadores de Cabedelo.

O documento que registra a confissão ratifica o esquema de compra de apoio com os vereadores de Cabedelo. Segundo Leto, cada um dos vereadores da base de apoio parlamentar indicaram uma pessoa para ser nomeado em um cargo comissionado de R$ 5 mil de salário. O ex-prefeito detalha ainda outros valores mensais pagos aos vereadores da base para manutenção do apoio.

 

Propina de deputado federal –  Outra acusação feita pelo ex-prefeito durante sua confissão foi de que recebeu propina da empresa Almed duas vezes, nos valores de R$ 200 mil e R$ 120 mil, valores que foram usados para sua campanha de reeleição em 2016. As empresas em questão tinham sido beneficiadas por meio de Atas de Registros de Preços feitas pela Prefeitura de Cabedelo.

Ainda no tocante à área de saúde, Leto Viana acusou o ex-deputado federal André Amaral (Pros) de cobrar propina para liberar uma emenda parlamentar. O pagamento da contrapartida então foi feita a partir de uma dívida que a Prefeitura de Cabedelo tinha com a empresa Fort. A Prefeitura de Cabedelo pagou parte da dívida que tinha de R$ 350 mil à empresa, que, por sua vez, repassou R$ 100 mil ao então deputado federal André Amaral, mais especificamente ao pai do ex-deputado.

 

Barrar construção de shopping – Por fim, o documento de registro da confissão de Leto Viana confirma o pagamento de valores por parte do empresário Roberto Santiago aos vereadores de Cabedelo para impedir a construção do Shopping Pátio Intermares. O ex-prefeito lista nominalmente todos os vereadores que receberam propina do empresário, os valores repassados a cada um deles em duas distribuições nos anos de 2012 e 2014.

 

Entenda a ‘Xeque-Mate’ – A operação Xeque-Mate foi deflagrada com o objetivo de desarticular um esquema de corrupção na administração pública de Cabedelo, na Grande João Pessoa, mais precisamente na Câmara Municipal e na Prefeitura. A ação foi coordenada pela Polícia Federal, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba.

A operação moveu algumas peças na gestão da cidade e modificou, rapidamente, a administração da cidade. Além disso, alguns vereadores que haviam sido escolhidos na eleição passada, foram presos ou afastados, com novos nomes assumindo as cadeiras da Câmara.

O prefeito afastado e preso de Cabedelo, Leto Viana (PRP), foi identificado como líder da organização criminosa. O coordenador do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba, Octávio Paulo Neto, afirmou que Leto coagia os vereadores para tomarem decisões que ele quisesse.

Equipes da Polícia Federal também cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do empresário Roberto Santiago, em João Pessoa. Segundo a PF, há indícios de que houve a compra de vereadores de Cabedelo para impedir a construção do shopping Pátio Intermares.

A Polícia Federal cumpriu 11 mandados de prisão preventiva, 15 sequestros de imóveis e 36 de mandados busca e apreensão expedidos pelo Tribunal de Justiça da Paraíba. Além dos mandados, a Justiça decretou o afastamento cautelar do cargo de 85 servidores públicos, incluindo o prefeito e o vice-prefeito de Cabedelo, e o presidente da Câmara Municipal. Todos os 11 alvos de mandados de prisão foram detidos.

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Da Redação com Roberto Noticia  

Operação Calvário: a Lava Jato da Paraíba

 Por Ivandro Oliveira

A Operação Lava Jato é, sem dúvidas, um divisor de águas no combate à corrupção no Brasil. Queiram ou não, os livros de história terão que reservar espaço cativo ao trabalho da chamada ‘República de Curitiba’, assim ‘carinhosamente’ nominada pelo ex-presidente Lula, investigado, condenado em primeira, segunda e até, pasmem, ‘terceira’ instâncias do judiciário brasileiro, e, claro, preso por causa de um dos muitos processos criminais.

Se a palavra convence e o exemplo arrasta, o referencial da maior operação do combate à corrupção da história do Brasil vem estimulando procuradores e juízes, muitos deles jovens, a selarem uma verdadeira trincheira contra os arvoradores da dilapidação do erário público, vide o exemplo do Rio de Janeiro, em que pelo menos cinco ex- governadores estiveram ou estão atrás das grades.

A Paraíba, embora ainda pequenina do ponto de vista econômico em comparação ao estado fluminense, passa por uma espécie de ‘pente fino’ ético e moral após o advento da Operação Calvário, que certamente já não só investiga desvios de recursos públicos na saúde em contratos entre Governo da Paraíba e Organizações Sociais, a exemplo da Cruz Vermelha gaúcha, mas diversas outras áreas da administração estadual, figuras e personagens ilustres da cena política e social paraibana dos últimos anos.

Coincidência ou não, como um novelo de lã e assim como a maior operação de combate à corrupção do país começou com uma simples investigações sobre um posto de combustível, a Lava Jato da Paraíba já pode ter ido muito mais além que a relação incestuosa entre Estado e OS na saúde.

Nos bastidores, a  certeza de que a ex-secretária de Administração dos governos Ricardo Coutinho e João Azevedo, ambos do PSB, Livânia Farias, que foi liberada esta semana por decisão da justiça e com a aquiescência do Ministério Público Estadual, leia-se GAECO (Grupo de Atuação contra o Crime Organizado) que está à frente das investigações, resolveu abrir o jogo e teria revelado detalhes de como a ORCRIM que desviava recursos públicos da saúde e demais áreas, além de vários integrantes do esquema.

A decisão de Livânia foi tomada ainda no período quaresmal e as revelações contadas em dois depoimentos aos integrantes da Força Tarefa da Operação Calvário, capitaneada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual, estão guardadas a sete chaves pelos investigadores que juntam as peças para formar o quebra-cabeça daquilo que promete entrar para a história como o maior esquema de corrupção da Paraíba.

Para quem ainda acredita que delação alguma houve, todos os sinais, a começar pela inexistência de solidariedade de antigos aliados ou ex-amigos, a dispensa de advogados que, na verdade, nunca dela foram, apontam para uma colaboração ampla geral e irrestrita.

Aliás, apenas para ilustrar, aqui mesmo no Tá na Área foi noticiado do inquérito no MPF sobre problemas graves na educação, cujo ‘modelo’ de OS seguiu o mesmo diapasão da saúde. Pois bem, como fermento, as investigações vem se avolumando num ritmo frenético e, em breve, tenderá a apequenar o escândalo na saúde até aqui apurado na Calvário.

E como nada está ruim que não possa piorar, pelo menos para essa gente, fatos pretéritos e reminiscências até então esquecidas do noticiário e dos próprios holofotes da justiça tendem a ressurgir como a fênix. Apenas para citar alguns, vale rememorar Cuiá, Gari Milionário, Jampa Digital e indefectível Propinoduto devem ganhar novos e assombrosos contornos.

Presidente do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa, o advogado Walfrido Warde, autor do livro “O espetáculo da corrupção – Como um sistema corrupto e o modo de combatê-lo estão destruindo o país”, analisa o momento atual do Brasil e compara o combate à corrupção ao câncer. Uma obra didática, que até tece algumas críticas aos métodos utilizados pela própria Lava Jato em episódios localizados, mas que descreve com precisão os danos da promiscuidade entre entes públicos e privados.

O tratamento contra a corrupção, da mesma forma que o câncer, é drástico, penoso e absolutamente invasivo, mas profundamente necessário para cessar os seus maléficos efeitos, pôr um fim às suas causas e ao próprio mal, e devolver a esperança a quem se sentia órfão dela.

Definitivamente, doa a quem doer, a Operação Calvário já é a Lava Jato da Paraíba.

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Da Redação com Roberto NoticiaIvandro Oliveira

 

QUEDA E COICE – Governo Federal deve abrir sindicância na Infraero para apurar uso de carro oficial por Ricardo Coutinho

 O governo Federal, até onde o Blog do Helder Moura pode apurar na manhã deste sábado (dia 27), decidiu abrir sindicância para apurar responsabilidades nesse caso do uso de veículo oficial da Infraero para transportar o ex Ricardo Coutinho, nessa sexta-feira. A denúncia que foi feita a Brasília indica o uso de privilégios “que o cidadão comum não tem acesso”.

 

Em nota, a Infraero em João Pessoa se defendeu, afirmando que “recebeu (não revelou de quem) solicitação da Administração do Hangar do Estado da Paraíba para realizar o deslocamento do secretário Adjunto de Planejamento do Estado da Paraíba, Sr. Fábio Maia, do Pátio de Aviação Regular para o Hangar do Estado. Por motivo de segurança operacional, o deslocamento do secretário foi realizado por meio de veículo da Infraero”.

Já o ex-governador afirmou, primeiro, que tinha ido ao aeroporto despachar com dois secretários. Mas, essa versão causou constrangimentos ao governador João Azevedo. Depois, em longa epístola à Imprensa, jurou que estava apenas acompanhando dois secretários do governo. E também aproveitou para ser Ricardo Coutinho e atacou a Imprensa por veicular o vídeo abaixo…

Os procedimentos para abertura da sindicância na Infraero deverão ser iniciados no curso da próxima semana, segundo informes extraoficiais de Brasília.

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